Dia XX de XXX de XXXX – Cidade de Mecerília, País 7E, Utopia.
Departamento de Homicídios da Milícia
Relatório do Caso 665 – Bartolomeu Gerad
Investigador Responsável: Kaique Calintz, Capitão do Departamento de Homicídios da Milícia
Unidade:
Rosetto Rox, Tenente do Departamento de Homicídios da Milícia
Henrique Jean, Investigador Militar
Harry Ghouga, Cientista Forense
Lidia Senin, Legista
Mirian Coulin, Jornalista – Atuando como Fonte Não-Oficial
Vítima
Bartolomeu Gerad
Idade: 56 anos
Endereço: Avenida Santa Apricot, 1270
Telefone Residencial: 6784-3222
Comunicador: 1134- 7000
Detalhes do Caso
O corpo foi encontrado num beco do Distrito C – perto da Travessa 70 -, por volta das 03:30 am. Um morador da região que, segundo testemunho, voltava para casa após uma balada, sentiu um cheiro estranho e, quando foi verificar, se deu com a cena do crime.
Kaique Calintz estava saindo de seu turno, e havia retornado à Delegacia Central para pegar uns arquivos que havia esquecido em seu escritório quando foi informado do ocorrido. A Unidade chegou à cena do crime e seguiu os devidos procedimentos para conserva-la. Foi ativado o campo de isolamento, com acesso restrito aos envolvidos no caso, e fotos foram tiradas, testemunhas – naquela hora somente o jovem morador – questionadas, partículas e evidências recolhidas, e tudo encaixotado e categorizado meticulosamente.
Testemunha Um
Felix Byron – Morador do Distrito C
Idade: 19 anos
Endereço: Rua Jilian Barros, 440
Telefone Residencial: 6777-4572
Comunicador: 1124-7867
Investigador Responsável por Interrogatório: Rosetto Rox
Testemunho
“Eu estava, tipo, voltando de uma balada, à pé mesmo… Tava meio alto, então resolvi não arriscar no carro. Tipo, meu, como eu ia saber, sabe? Moro perto daqui. Não esperava…!” Testemunha respira fundo, nervoso. “Olha meu, eu só tava andando pela rua, e vi… Isso aí.” Testemunha aponta para a vítima. “Não queria encreca, só que achei que deveria ligar pra vocês, o rappa.” Testemunha se aflinge, não consegue prosseguir com coesão.
Rosetto pede para que a testemunha faça o teste do bafômetro, logo provando que a testemunha estava bêbada. Mas prossegue com mais uma pergunta: “O que o atraiu ao corpo?”
“O cheiro, esse jeito nojento… Que até agora… Acho que nuca vou esquecer.” Responde a testemunha, se calando afinal e sendo liberada pela oficial.
Cena do Crime
O corpo estava posicionado de barriga para cima, com os braços abertos e pernas semi-abertas, como se tivesse sofrido um impacto que o levou cair no chão. De acordo com a legista, Lidia Senin, havia um tiro no peito, pouco acima da altura do coração, do que parecia ser uma .33 – após analisar toda a cena, contudo, nenhum projétil ou cápsula foram encontrados. ma poça de sangue contaminou boa parte das roupas da vítima, mas afora isso nenhuma outra evidência de visível ligação ao caso foi encontrada. Foram recolhidos vestígios e partículas da cena e da vítima, tiradas fotos – antes e depois da liberação do corpo –, e todas as evidências encaixotadas e enviadas diretamente para a Delegacia Central.
Testemunha Dois
Elazul Edirom, Cadete do Departamento de Segurança da Milícia
Idade: 20 anos
Endereço: Avenida Corolin, 13 – apto 205
Telefone Residencial: 6734-6562
Comunicador: 1107-5563
Investigador Responsável por Interrogatório: Rosetto Rox
Testemunho
“Estávamos aqui por volta de 2:45 am, sob o comando do Capitão Links” Só para constar no relatório, a testemunha se refere ao Capitão do Departamento de Segurança da Milícia. “, mais três cadetes na mesma viatura, não conheço eles, foi minha primeira ronda oficial. Este homem estava sozinho nesta rua, tentou fugir, eu peguei ele, o paramos e pedimos seus documentos, eram falsos. Um dos soldados levou ele.” Testemunha parece confusa. “Deveria ter ido para a Delegacia, não entendo ele estar aqui de novo…”
Suspeitas
Corrupção Policial
Espião Liberalista na Força
Armação
Tesmetunha Dois – Complementar
Investigador Responsável por Interrogatório: Henrique Jean
Testemunho
“Como já havia dito antes, estava em ronda com o Capitão Links, junto de mas três soldados, não conheço eles, foi minha primeira ronda oficial nas ruas. Encontramos o homem sozinho na rua, e o capitão deu ordem pra averiguá-lo, quando nos viu ele tentou fugir, eu mesmo o peguei, o Capitão perguntou o que ele estava fazendo aquela hora na rua sozinho, ele respondeu que estava a caminho de casa. O Capitão Links pediu os documentos dele, outro soldado pegou os documentos e foi averiguar na viatura, depois de um tempo voltou informando que eram falsos. O capitão deu ordem para levá-lo para a Delegacia, um soldado o levou sozinho enquanto eu e os outros voltamos para a Delegacia.”
Henrique perguntou: “O cadete que levou o homem à prisão era novato?”
“Acredito que sim, sr, eu o vi umas duas vezes na academia, deve ter a mesma idade que eu, não sei dizer se era novato também. Não sei dizer bem quando foi a última vez que o vi, deve fazer uns dois anos, sr.”
Procedimento
A vítima foi identificada por volta das 9:00 am, por uma jornalista de nome Mirian Coulin, que invadiu a Delegacia Central à procura de detalhes sobre o caso. A mesma havia conseguido baixar ilegalmente o pouco do relatório que havia sobre o caso, com inclusive algumas fotos, e foi assim que identificou a vítimia como sendo Bartolomeu Gerad, Diplomata representante do Arquipélago de Lhaot em Utopia.
Devido às circunstâncias de Seuranças Internacional que se aplicariam normalmente, a jornalista, Mirian Coulin, e o responsável pelo caso e Capitão do Departamento de Homicídios, Kaique Calintz, fizeram um acordo simbiótico para excluir o envolvimento legal dos Federais.
Testemunha Três
Cliver Danon, Cadete do Departamento de Segurança da Milícia
Idade: 22 anos
Endereço: Alameda Sento Sériço, 708
Telefone Residencial: 6799-5778
Comunicador: 1137-4658
Investigador Responsável por Interrogatório: Henrique Jean
Testemunho
“Estava na ronda com o Capitão Links, e mais três soldados, quando encontramos este homem sozinho na rua, paramos ele, o Capitão pediu pra eu verificar os documentos dele, vi que eram falsos, informei ao capitão o que tinha acontecido, e ele me deu ordem de levar o homem até a Delegacia… No caminho…” Testemunha olha para os lados. “Ele me chantageou com muito crédito… Disse que precisava ficar na rua e que me pagaria mais depois, eu depois de um tempo acabei aceitando o suborno. Soltei ele e fui pra minha casa aquela noite. Isso é tudo!”
Henrique não se convenceu: “Ele disse que precisava ficar na rua? Disse por quê?”
“Não, sr.”
Henrique, ainda não convencido, principalmente pelo comportamento da testemunha, insiste: “E isso é tudo que você sabe?”
“Sim sr, isso é tudo…” Testemunha parece incerta em como se portar ou para onde olhar, há uma suspeita de que ainda não houvesse falado tudo.
Henrique apresenta a situação: “Cadete, se você souber de algo a mais e não nos contar, será acusado de obstrução de justiça. Seu distintivo será caçado e você perderá seus direitos de oficial antes mesmo de ter conseguido utilizá-los.”
Testemunha fica inquieta, e aparentemente preocupada, mesmo melancólica. “Isso é mesmo tudo, sr… Posso ir agora?”
Henrique, sem ter com o que manter a testemunha sob custódia, promete investigar mais a fundo e a libera.
Autópsia Preliminar
A legista Lidia Senin executou a autópsia preliminar da vítima. A livrando das roupas, processando o corpo – recolhendo partículas nos cabelos, debaixo das unhas, pêlos, e procurando anormalidades visíveis ao olho nu no corpo –, logo após o lavando, escaneando tridimensionalmente, deitado para cima e baixo, e reportando tudo organizadamente:
“A vítima parece ter sido baleada com uma .33. Apesar do ferimento evidente no peito – contendo entrada e saída –, a elasticidade do tecido, e quantidade de sangue encontrado na cena trazem dúvidas quanto à causa de morte. Após análise microscópica do tecido, suspeita-se que a vítima tenha sido morta ou paralisada prévio ao disparo. Da mesma forma, anormalidades se apresentaram em partes de seu corpo que contém cartilagem, principalmente uma descoloração incomum de pele, presente em casos de overdose por Gelitéris Corasus – mais conhecido como o narcótico Gentileza. Uma amostra foi tirada e enviada ao Laboratório de Substâncias e Partículas, para um teste toxicológico. Roupas e pertences pessoais acompanhando a vítima também foram enviados ao mesmo Laboratório. Após análise mais minunciosa do corpo, uma vez que levantada a suspeita de envenenamento ou overdose, foi descoberta uma marca no pescoço da vítima, característica de seringas de pressão, na altura exata da aorta carótida.”
Análise Toxicológica da Substâncias e Partículas
O cientista forense Harry Ghouga foi o responsável pela análise das substâncias e partículas encontradas no corpo e eu seus pertences. Os achados foram confusos, pois uma substância não arquivada nos dados contaminava todas as outras e, por não se saber o que era exatamente, dificilmente poderia ser isolada das outras amostras. Contudo, ao que pode-se dizer da amostra colhida do sangue da vítima, foi confirmada a suspeita de um narcótico em seu sangue, a droga Gentileza, em quantidade suficiente – e por suficiente quer se dizer exata, tendo-se em vista a idade, condição física, peso e altura da vítima – para imobilizá-lo por dois ou três minutos antes de matá-lo.
A outra substância não identificada está presentemente sendo comparada a uma amostra recolhida de um nativo do Arquipélago de Lhaot, que pode definir sua origem, caso ambas as substâncias contenham a mesma composição básica.